quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Martin Eden



Tenho lido Martin Eden. Do Jack London.

E sabe? Vários acontecimentos atuais da minha vida são tão parecidos com os retratado no livro de 1909 que eu realmente me espanto.
Além de ser um livro romântico e eu não gostar de romantismo.
...
Ah a tensão da espera! Por que as respostas levam tanto tempo para chegar?

Quero saber o que pensa, tanto quanto quero te contar o que penso.
Mas vejo-te e as palavras somem em minha garganta. E meus olhos vagam evitando os seus e minhas mãos tremem precisando de algo para mexer. Um graveto, um tecido, uma folha, uma mecha de cabelo...

Mas essa tensão prévia é tão maravilhosa quanto aterradora. Me devora a espera assim quanto a espera me intiga a repensar tudo o que já foi dito. Se não estivesse a esperar, as recordações ficariam perdidas.

E me aflige ter interpretado mal. E me corrói se fui ou não mal interpretada...


E momentaneamente percebo escrever como o jovem Martin Eden, em um livro que me fascina como me enerva.
Fico feliz em ainda manter a característica de assimilar as linguagens dos livros que leio.

Boa tarde aos leitores, que avidamente leem o que escrevo, e rapidamente se decepcionam por meu texto não conter explicações.

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